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domingo, 23 de novembro de 2008

Obama diz que prepara plano audacioso de estímulo à, economia,politica, Presidente

Obama diz que prepara plano audacioso de estímulo à economia





O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, disse neste sábado que está montando um agressivo plano de dois anos para estimular a economia do país, alertando que são necessárias medidas imediatas para prevenir uma crise maior e uma espiral deflacionária.


"Se não agirmos prontamente e audaciosamente, a maioria dos especialistas sabe que podemos perder milhões de empregos no próximo ano", afirmou Obama em pronunciamento para rádio e vídeo divulgado semanalmente pelo Partido Democrata.
"Corremos o risco de cairmos em uma espiral deflacionária que poderia aumentar nossa grande dívida ainda mais", acrescentou.
Um dia depois de as bolsas norte-americanas terem subido devido à aparente escolha de Timothy Geithner como Secretário do Tesouro, Obama fez uma avaliação desanimadora da economia em seus comentários mais detalhados sobre o assunto desde a vitória nas eleições, em 4 de novembro.
Em outubro, Obama pediu um plano de incentivo de 175 bilhões de dólares, mas seus comentários para rádio neste sábado indicam que ele está preparando um pacote muito maior, embora não tenha falado em valores.
O presidente eleito afirmou que o plano estabelecerá uma meta de criar 2,5 milhões de empregos até janeiro de 2011 e será "grande o suficiente para lidar com os desafios que enfrentamos".
A proposta de um plano de estímulo com duração de dois anos indica um esforço relativamente grande para reanimar a economia do país. Esses tipos de planos, em sua maioria, são pensados para o prazo de apenas um ano.
O número de norte-americanos na lista do desemprego chegou ao maior nível em 16 anos, subindo em mais de 540 mil, informou na quinta-feira o Departamento do Trabalho. Dados do governo também previram piora no setor imobiliário.
"As notícias desta semana apenas reforçaram o fato de que estamos enfrentando uma crise econômica de proporções históricas," disse Obama.
Fontes do Partido Democrata afirmaram que Obama escolheu Geithner, o respeitado presidente do Federal Reserve de Nova York, para assumir a direção do Tesouro e ajudar a tirar os EUA da crise econômica.
De acordo com a NBC, Obama deve anunciar Geithner oficialmente na segunda-feira.
Obama, que assume a Presidência em 20 de janeiro, afirmou que orientou sua equipe econômica para elaborar uma proposta de estímulo e estimou que o Congresso, liderado pelos democratas, aprovará o plano rapidamente.
"Trabalharemos os detalhes nas próximas semanas, mas será um esforço nacional de dois anos para aumentar a criação de empregos na América e estabelecer os fundamentos para uma economia forte e de crescimento", concluiu.

sábado, 11 de outubro de 2008

Itália propõe mais países e mudanças no G7

Itália propõe mais países e mudanças no G7


A Itália irá propor a expansão do G7, que hoje reúne os sete países mais ricos do mundo, e também a concessão de novos e diferentes papéis ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e ao Banco Mundial, disse o ministro da Economia italiano, Giulio Tremonti, neste sábado.
Ao falar a jornalistas na embaixada italiana na capital dos EUA, Tremonti disse que o estabelecimento de reformas radicais de regulação do mercado devem incluir uma discussão sobre a abolição dos fundos de hedge. A Itália irá assumir a presidência rotativa do G7 em janeiro. Tremonti enfatizou as suas idéias ao G20, que inclui também economias emergentes, anteriormente neste sábado.
"Nós propomos ir além da linha de trabalho do G7 para adotar uma estrutura mais ampla", disse ele. Ele não sugeriu como ou quantos novos países devem entrar no grupo exclusivo das nações mais ricas, dizendo que por enquanto ele estavam chamando o grupo de GX.
Tremonti disse que a Itália irá propor que o FMI e o Banco Mundial "podem ser usados para diferentes propósitos", e devem receber novas tarefas para complementar aquelas que já tem atualmente.
Tremonti falou em diversas ocasiões da necessidade da "remodelagem do (acordo de) Bretton Woods", que estabeleceu a estrutura financeira global do mundo após a Segunda Guerra Mundial.
A reconstituição das regras do mercado financeiro global deve objetivar "partes totalmente malucas, como os fundos de hedge, que não têm nada a ver com capitalismo."
Quando perguntado se ele estava sugerindo que os funds devem ser banidos, ele disse que "nós temos que iniciar uma discussão sobre o assunto".

Entenda as quedas acentuadas nas bolsas de valores




Entenda as quedas acentuadas nas bolsas de valores
Pregões na Europa e na Ásia registraram novas quedas.


As principais bolsas de valores da Europa e da Ásia voltaram a registrar nesta sexta-feira quedas acentuadas.

Em Londres, o Índice FTSE encerrou o dia em -8,85%; em Paris, o CAC ficou em -7,73 e, em Frankfurt, o Dax fechou com um recuo de 7,01%.




Mais cedo, a bolsa de Tóquio fechou com o índice Nikkei em -9,62%, e o índice Hang Seng, da bolsa de Hong Kong, teve perdas de 7,19%.

Estas quedas ocorreram apesar de uma ação coordenada global dos Bancos Centrais, de corte nas taxas de juros, no começo da semana.

A seguir a BBC Brasil responde a uma série de perguntas para explicar a razão destas quedas nos mercados.

Por que as bolsas registraram estas quedas?

De certa forma, é como se as bolsas estivessem brincando de "siga o líder", de olho no mercado americano.

O índice Dow Jones de Nova York fechou com uma queda de 7,3% na quinta-feira. E, o mais preocupante, o índice caiu 20,9% em sete dias.

A tendência passou para a Ásia, onde o índice Nikkei em Tóquio fechou em queda de quase 10% e o Hang Seng, de Hong Kong, caiu 7,2%. E o mesmo aconteceu com as ações na Europa.

O que preocupa os investidores?

Nas últimas semanas, em algumas ocasiões, foram vistos sinais de otimismo nos mercados, especialmente quando o pacote de resgate do governo americano, de US$ 700 bilhões, foi aprovado nos Estados Unidos.

Mas momentos de pessimismo têm sido mais comuns. Analistas apontam uma série de fatores para explicar isso.

Um deles é que persiste o problema de liquidez - os bancos ainda estariam com muita aversão ao risco e não começaram a emprestar dinheiro uns para os outros.

"Apesar dos grandes esforços dos Bancos Centrais do mundo todo, ainda não vimos nenhuma movimentação de empréstimos entre os bancos, e isto está causando a maior preocupação no momento", disse o corretor de mercados da CMC Matt Buckland.

Os investidores também estariam preocupados com a própria eficiência do pacote aprovado dos Estados Unidos e temendo que a crise seja mais profunda do que se previa.

Os mercados poderão cair mais?

Descobrir quando os mercados atingiram o fundo do poço é um processo arriscado e complicado.

Muitos corretores acreditam na idéia de "capitulação" ou "rendição" do mercado. Isso aconteceria quando os investidores tentarem sair do mercado a qualquer preço, após perderem toda a esperança de fazer algum dinheiro com suas ações.

Esta rendição dos mercados seria marcada por vendas precipitadas e um volume alto de transações.

Isso continuaria até o ponto em que o último investidor, desesperado para se livrar de suas ações e migrar para investimentos menos arriscados, tenha vendido tudo.

Uma vez que haja uma crença de que os mercados chegaram ao fundo, os que procuram um bom negócio entrariam em ação e o mercado se recuperaria.

Mas é possível que as bolsas já tenham chegado ao fundo do poço?

É muito difícil afirmar isto. Algumas pessoas avaliam que já se chegou neste ponto, no começo da semana. Alguns acham que os mercados chegaram ao seu ponto mais baixo na semana passada.

E também existem aqueles que afirmam que a capitulação foi alcançada no dia 15 de setembro, quando o índice Dow Jones caiu 504 pontos em um único dia.

"Nós tivemos o estágio da capitulação, onde as pessoas estão tendo a combinação de um sistema bancário em crise e a economia global que está desacelerando de forma dramática", afirmou Justin Urquhart-Stewart, da empresa de gerenciamento de Investimentos Seven.

Agentes da bolsa de valores em Frankfurt, Alemanha. Os mercados asiáticos e europeus caíram novamente devido à crise americana.



Ações na Europa acompanham queda global e despencam


As ações européias tinham forte desvalorização nesta sexta-feira, seguindo as perdas nos mercados asiáticos e dos Estados Unidos, à medida que investidores temem que as tentativas de governos de todo o mundo para destravar os mercados de crédito não serão suficientes para evitar uma recessão global.
Às 7h24 (horário de Brasília), o índice FTSEurofirst 300 das principais ações do continente registrava queda de 7,91 por cento, para 848 pontos, depois de ter caído mais de 9 por cento no início do pregão, atingido seu nível mais baixo desde julho de 2003.
Até o momento, o índice acumula queda de 22 por cento na semana, que pode ser a pior da história do indicador.
As ações dos bancos puxavam as quedas, com os papéis do Barclays caindo 13,12 por cento e do Santander, em queda de 3,29 por cento.
O índice Nikkei do Japão registrou desvalorização de 10 por cento nesta sexta-feira, depois do índice Dow Jones, de Wall Street, ter caído mais de 7 por cento na quinta-feira.
"A dura realidade é que os mercados julgaram que os cortes de juros coordenados não foram suficientes, e agora nós nos encontramos pensando qual é a melhor forma de sair desta espiral de queda", disse Chris Hossain, gerente de vendas sênior da ODL Securities.

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